Quinta-feira, Abril 27, 2006

Nos pés do Pai


Nos pés do pai
(Foto By http://cantodasereia.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_09.html)

Depois de alguns dias sem postar eu mesmo alguma coisa (por isso é bom ter colaboradores, como o Allen!) me vi sem inspiração alguma para aqui compartilhar algo.

As mudanças em minha alma, mente e coração assumiram proporções que acabaram por me intimidar diante da realidade por mim vivida aqui neste mundo hoje.

Vivi neste último final de semana um dos momentos mais marcantes em minha caminhada.
Vi então que meu estilo de vida estava sendo restaurado pelo Pai.

Voltei a experimentar, pois crer sempre cri, relacionamentos redentores e cheios de amor e graça de Deus.

A Bíblia então, pude abrir novamente, me sentindo limpo - sem conflito com a minha ambiguidade. Pude também ouvir a mensagem através de um homem que busca viver os princípios do reino de Deus.

A Alegria foi inevitável! A empolgação mais ainda!

Já se passaram alguns dias e buuummmm!!!

Me vejo novamente em meio a um mundo que conheço muito bem e que com certeza não é o que quero pra mim. Não estou falando do mundo 'mundo', mas do mundo 'crente'.

Alguns com quem comentei esta experiência e de certa forma uma restauração de alma, corpo e mente, logo me fizeram o favor de me jogar algumas 'regrinhas básicas':

  • não deixe de orar!!!
  • não deixe de ler a Palavra!!!
  • não se espelhe em homens!!!
  • não fume, nem beba e corra das mulheres!!!
  • não pense em namorar agora!!!
  • não deixe de ir a uma igreja!!!
  • não, não, não...

Parece engraçado né? mas é verdade!!!

Mal voltei, ou melhor, Bem voltei e já dou de cara com o mundo 'crente' e suas novidades. Como fazem alguns anos que estava longe da comunhão fui atrás de conhecer o que anda rolando nos bastidores e me assombrei mais ainda que com o mundo 'mundo'.

Já escrevi um monte de coisa nesses dias, mas acho que a máxima que diz que "verdade sem Graça mata" deve preservar estes textos até momento oportuno.

Hoje quero falar sobre 'estilo de vida'.

Sim, isso mesmo. Resolvi comigo mesmo que a minha caminhada vai ser um novo estilo de vida!!!

Não quero regras para me guiarem, quero um estilo de vida para seguir.

Li Romanos e em breve, ao terminar a 'Cruz de Cristo (Stott)', vou ler o comentário de Calvino sobre esta carta de Paulo. Nela pude ver que o 'reino não é comida, nem bebida, mas justiça, paz e alegria, no Espírito Santo'. Esse também foi o tema no retiro que participei. Lendo ainda hoje algumas porções dos evangelhos pude observar que Jesus tinha um estilo de vida e que isso causou inveja aos religiosos da época e confusão aos 'do mundo'.

A carta de Romanos é uma forma de explicação para o viver o reino. Não com regrinhas, mas com um estilo de vida que realmente faça diferença.

Estilo de Vida é caminhar como Ele caminhou!!!

Estilo de Vida é viver livre! Cheio da Graça!

Livre para amar! Livre para pecar!

Êeeeeeeeeeeeeeepa!!!

Livre para pecar?

Sim!!! Livre para pecar, mas preso ao amor!!!

É assim que neste estilo de vida prefiro a santificação que a libertinagem.

Minha vida passa então a ser submissa ao Pai e não a uma estrutura, cobertura, liderança e ou qualquer outro tipo de 'vem cá que te mostro por onde você anda'.

Ahahahah!!! Já imagino os porretes e a multidão doida para me prender!!!

Calma!

Não estou aqui anunciando a rebeldia, pelo contrário!!! Desde quando é ser rebelde quando se enfatiza a submissão ao Pai?

O que quero dizer é que nesse meu estilo de vida vou seguir aqueles a quem vejo que posso ter comunhão, ser eu mesmo, confessar e confiar, viver uma vida simples e em comum.

Viver o reino e não um 'faz de conta'.

Nesse estilo de vida me recuso a crer que a humanidade vai se 'converter', que as empresas, emissoras de tv e rádio, internet, universidades, forças armadas e etc. vão ser todas evangélicas e assim vamos viver um mundo sem drogas, bebidas, cigarros, sexo ilícito e etc.

Nesse estilo de vida o mais importante é o caminhar com o Pai e com os irmãos. Anunciando o reino e aguardando com esperança a Sua volta ou a nossa ida.

Esse estilo de vida me desafia a seguir os passos de Jesus e a experimentar a dependência a Ele e dEle.

Nesse estilo de vida vou calçar os pés com os Seus sapatos e vou continuar no Caminho.

Quero caminhar e viver a vida! Ser livre e experimentar esta liberdade de fato e verdade!

Estou vivendo isso hoje.

Estou feliz de estar em seus passos, seguindo suas pegadas e de certa forma em seus pés (lembra que quando um bebê está aprendendo a andar, geralmente o colocamos com os pés em cima dos nossos?).

Estou amando isso tudo e vou te dizer mais, nesse estilo de vida a frutificação é natural e não almeja alvos numéricos, nem qualitativos, mas apenas discípulos que queiram viver o reino.

Vou ficando por aqui, mas com a mente e o coração explodindo de alegria por hoje ter essa convicção.

Dou graças a Ele por ter me dado a graça de andar em Seus Caminhos.

De um peregrino que busca viver o reino aqui e em busca do que há de vir!!!

P.S:

Lembrei algo e acho que não poderia deixar de citar.

Aos que acham que estou me sentindo imbatível ou em um estado 'zen' e longe do pecado, queria lembrar que continuo 'homem-macho' que gosta de mulher, curte se alegrar, dançar, gosta de um café com cigarro e que tem vontade de quebrar na porrada um monte de falso e cara de pau que tem por aí se dizendo 'líder' e 'pastor'.

Quando falo em estilo de vida, quero mostrar que estou buscando 'trocar' esses valores pelos do reino e esse processo dá-se o nome de santificação.

E ao falar, pensar ou comentar mal ao meu respeito, pelo menos tente se alegrar por hoje eu estar buscando viver esse novo estilo de vida. Se não der de jeito nenhum, faça-me um favor: ore por mim ao Pai em línguas, pois assim Ele vai entender a tua alma e não a tua arrogância!

Fui!!!

Sábado, Abril 22, 2006

Ignorância Fingida

Post publicado por Allen Porto (http://allenporto.blogspot.com) que colabora por aqui também.
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Um deslize pelas vias do conhecimento, atrasando a compreensão de determinados temas e mensagens é perfeitamente aceitável. Afinal de contas, somos todos humanos e nossa compreensão das coisas nem sempre se dá numa velocidade elevada, ou mesmo em um padrão definido de velocidade. Mas um esforço deliberado para entupir as estradas do conhecimento, criando barreiras e valas entre uma via e outra é não somente prova de covardia, como da própria ignorância. Somente um ignorante fugiria do conhecimento.
Pois é assim que tenho contemplado a situação de muitos jovens e adolescentes cristãos hoje em dia. Por mais que se fale sobre a freqüência a lugares inconvenientes como determinados shows seculares, por mais que se fale sobre práticas inconvenientes como o “ficar”, por mais que se pregue sobre a santidade e sejam ensinados valores cristãos como o compromisso, o testemunho e autenticidade, parece não haver resultados.
Nossa juventude cristã está menos cristã do que nunca. Nossos jovens sabem pouco sobre santidade. Nossas jovens demonstram toda a vaidade e orgulho rejeitadas nas Escrituras. Nossos estilos de vida descrevem ímpios – atores numa grande tragédia representando cristãos, lobos em pele de cordeiro, enganados buscando a deus, sendo que o único deus para eles é o seu próprio umbigo. Vazios.
Tudo isto por um esforço deliberado para não compreenderem as coisas. Dedicam-se a um único propósito: o de não seguirem o curso lógico da razão, que é entender a partir das proposições levantadas. Determinam em seus corações que a lógica não mais será sua amiga, que a capacidade de interpretação dos signos lingüísticos, tão comum a qualquer ser humano em sua terra e com sua forma de comunicação, será algo desconhecido para eles. Tudo isto firmado num pacto solene, a menos que os signos falem de coisas fúteis e secundárias, para isso a mais elevada ciência será utilizada visando obter a melhor compreensão das coisas.
O mais breve vislumbre de textos como Rm.12.2 e Tg.4.4 seria suficiente para esclarecer os temas mencionados acima a estes jovens. Mas os seus ouvidos estão tapados, e os seus olhos vendados. Quem os tapou e os vendou? Eles mesmos, na luta para que suas consciências permaneçam inertes, sufocadas sob carradas de pecado, porque é exatamente isto que o pecado faz: endurece os corações. Agora a faculdade do intelecto é atingida diretamente pela vontade obstinada e perversa de persistir na ignorância fingida.
Não existem atores diante de Deus. Seu esforço deliberado para não compreender a mensagem ensinada revela apenas a percepção da veracidade do ensinamento, e da dureza deste.
A burrice voluntária levará apenas ao confronto com o Deus Todo-sábio, que nos ensina a buscar a sabedoria. Nossa ignorância não passará em vão.

Quarta-feira, Abril 12, 2006

Como crescemos...

Como Crianças...
.... Somos sempre dependentes. Não nos preocupamos com nada, pois sabemos que alguém, em algum lugar e a qualquer momento irá satisfazer os nossos desejos, sejam eles de natureza instintiva ou meramente capricho nosso.
O nosso esforço consiste basicamente em agradar estas pessoas.

Como Adolescentes...
... somos fruto de uma independência deformada. Ou nós construímos algo em nossas vidas ou a destruímos psicologicamente e/ou materialmente.
Buscamos não depender de alguém, pois ninguém nos entende. Nem mesmo os que estão crescendo conosco.
Agimos como agimos só por agir.
Não nos conformamos em agradar e passamos a agredir, mas tudo isso em busca de uma auto (e outro) aceitação.
Somos bombas que não só causam efeito moral como também podem destruir o corpo.
É o mundo do sexo, das drogas, das aventuras, dos desafios, das novas músicas, das novas danças. É o mundo das descobertas e de encobertas.

Como Adultos...
... Olhamos para as crianças e dizemos para nós mesmos que agora não há porque ser dependente, quando já conseguimos a independência.
... Olhamos para os adolescentes e dizemos para nós mesmos que agora não há por agir só por agir quando podemos planejar e construir sem se autodestruir.

Esquecemos o que passamos para chegar aqui e nosso passado por já estar descoberto, não passa de uma história a ser analisada por uma outra pessoa que do lado de fora nos diz por que somos o que somos.
Por quê?
Desejo interior de ser aceito por mim mesmo?
Por ser aceito em uma sociedade que análise é status de ser ‘saudável socialmente’?
Não me entenda mal. Não sou contra a análise (pelo menos acho que não!), sou contra olhar o meu passado e dizer que não tive culpa quando na verdade fui criança igual a qualquer outra pessoa. Se não tive problemas, ótimo! Se os tive sei que não fui o único!
Quando adolescente errei, mas adorava errar e achava isso o máximo! Eu era eu mesmo!

Amo as crianças porque acredito que precisam de alguém ao seu lado. É a dependência natural.

Amo os adolescentes porque acredito que precisam de alguém para incentivá-los, para que suas ações sejam canalizadas positivamente e evitar que se autodestruam por completo. Eles sempre buscam uma forma de se autodestruir.

Não amo os adultos (nem todos é claro!) porque não querem voltar ao seu passado e assumir seus antigos papéis e querem impor o seu ‘hoje’ na vida de crianças e adolescentes e de certa forma exterminar estas fases naturais.
É o medo de ter em sua família, em sua sociedade, em seu mundo, ex-‘eles mesmos’.

Para mim somos mais que ‘assumidores’ de papéis em nossa sociedade.
Têm-se toda uma eternidade para viver porque então se preocupar em agir corretamente perante a sociedade?
Por que deixar de viver livremente, buscando amar as pessoas e a si mesmo sem limites?
Por que ter medo de amar o pobre, com vergonha de algum dia estar com ele em minha sala de jantar e compartilhar também o meu banheiro?
Por que deixar de amar os incompreendidos com medo de ser taxado como tal, mesmo buscando somente entender o porquê da incompreensão?
Por que deixar de amar os ‘imorais’, as ‘putas’, as ‘bichas’, os ‘loucos’ e os ‘doidões’ e ‘etceteras’ da sociedade com medo de ser comparado a eles, se Jesus quando esteve aqui se assemelhou a mim, que sou um poço de porcaria, sujeira, imoralidade, ganância, hipocrisia e de tudo que não presta?

Ah, esqueci!
Tenho qualidades! É verdade, mas sabe quem me estimulou a enxergá-las?
Foi Ele (Jesus), que dependendo de Deus (como criança), agindo por agir (como adolescente) decidiu viver e cumprir a Sua missão:
AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO.

Que em busca de cumprirmos a nossa missão possamos andar no Caminho preocupados apenas em adorá-Lo.

Terça-feira, Abril 11, 2006

Uma manhã, Um pássaro, Uma reflexão

Este texto foi escrito em 08 de abril de 2002, ou seja já se passaram 4 aninhos de lá pra cá. No entanto achei viável postá-lo porque é algo que me motiva a buscar a verdadeira espiritualidade e a liberdade que a Graça proporciona.
Como escrevo em um blog tenho liberdade de colocar o que penso e até mesmo em expor minhas idéias e crenças, porém isto não quer dizer que isto seja verdade absoluta. Creio que o melhor é peneirar tudo com as Escrituras (a Bíblia). Eu mesmo faço isso procurando evitar errar mais do que já tenho errado em meu dia a dia.
Alguns sabem a minha atual condição, outros pressupõem e ainda outros mais a julgam. O importante é que todos saibam que aqui neste blog está parte do que venho refletindo e buscado viver. É uma luta difícil, mas creio que é isto mesmo. Vou continuar com ou sem a sua aprovação, pois o que mais me importa agora é ser aprovado naquilo que faço segundo a Graça.
Tenho muito a fazer em minha jornada de volta ao Caminho e não posso me dar o 'luxo' de parar para então discutir se sou salvo ou não, se fui sincero quando preguei ou se sempre fui um hipócrita.
A minha Esperança está viva e , creia você ou não, Ele vai cumprir em mim o Seu Chamado.
Desfrute deste texto que acho maravihoso:

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“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mateus 6:26)

Hoje seria mais uma manhã como outra qualquer se não fosse a presença de um lindo pássaro no meu caminho ao escritório. Eu observei aquele pássaro, tão belo e ágil apesar do seu pequeno tamanho e tive então um súbito desejo de tê-lo comigo e imaginei como poderia prendê-lo. Afinal de contas para ter um pássaro perto de mim para que pudesse vê-lo e admirá-lo quantas vezes quisesse só ele estando em uma gaiola.

Ah, como queria repetir aquele lindo momento! Um lindo pássaro tão perto de mim e voando livremente pelo céu! Mas como fui tolo em pensar que teria tal beleza se o mesmo estivesse preso. Nunca tinha eu atentado para algo como a “Liberdade em Cativeiro”.

Vejo que não foi só a beleza do pássaro que me chamou a atenção, mas foi todo o universo em que ele estava envolvido e isto incluía a minha observação, de ter a oportunidade de ver a sua liberdade e de usufruir da beleza da natureza.

Não posso imaginar que este momento pudesse ser repetido durante todas as manhãs se eu o tivesse preso em uma gaiola e que ao acordar pudesse então admirá-lo e louvar a Deus por aquele ‘lindo momento’! Isto é inconcebível à mente de alguém que é nascido do Espírito!

No entanto é isto que vem acontecendo constantemente. Você lembra e eu também daqueles adolescentes e jovens cheios de vida e que mesmo antes da conversão traziam ‘marcas’ de uma alegria genuína, ainda que não tivessem tido o encontro com a Verdadeira Alegria. Pessoas que viviam de forma espontânea, mesmo que ainda desconhecessem a Verdadeira Liberdade.

Mas em um lindo dia, elas têm esse encontro com Jesus e então passam a viver em comunidade, compartilhando esta nova descoberta com outros que agora formam a Igreja de Cristo. Passam-se então os anos e junto com eles a espontaneidade, a alegria e a liberdade.

“Ah, mas eles estão assim porque agora já não são mais carnais... a alegria, espontaneidade e liberdade são do Espírito – Espírito Santo.” Dizem os que, como eu outrora, procuram viver a beleza de Cristo dentro de uma gaiola – a igreja.

Ao contrário daquele pássaro, procuraram uma gaiola para que Deus ao olhar para eles se alegrasse e toda vez que Ele os observasse pudessem cantar alegremente. O lugar certo para serem vistos! Não era preciso Deus procurá-los (2Cr16:9), pois estavam todos ali, na gaiola.

A gaiola tem comida, tem água, dá um senso de segurança e acima de tudo o principal: limita o espaço. É! Na gaiola só estão os belos pássaros, a excelência das aves! Não lembro de ter visto urubu em gaiola como demonstração da beleza das aves! Quando adolescente lembro que ao ir à casa de amigos, eles sempre me mostravam seus lindos pássaros e quando não eram tão belos tinham ao menos um lindo canto.

Acho que como crentes agimos assim. Um dia ouvimos a voz de Deus e a convicção do Espírito que testifica com o nosso espírito que somos, ou fomos, criados para o louvor da Sua glória. Que somos a excelência – o que há de mais belo – em Sua criação (Gn1:26; Ef1:4 a 6). E aí diz Deus: “Ide! Saiam em liberdade expressando, através do vosso viver diário e do amor vivo em vossos corações, a minha mensagem. Pregai o Evangelho! Levem liberdade aos cativos. Eu os capacito através da minha unção para realizarem isto!”

Saímos então a anunciar, mas com o passar de algumas semanas o novo, a novidade de vida, já não é mais novo: perdeu o cheiro, a cor e até mesmo o brilho. Surge então a questão: “O que fazer para garantir o Novo?” O que fazer para tornar o novo, novo de novo?

O dinamismo agora estático. A liberdade está presa. O novo se tornou velho. O belo é feio e com certeza Deus ao observar já não está nada satisfeito.

Cria-se então a Gaiola. Juntos, decidimos como nos manter dentro do raio de observação do Pai. Lemos o Seu Livro e descobrimos que havia um dia em especial que Ele via o seu povo e aí surgiram algumas questões: o que Ele mais exige? O que mais preza? O que mais gosta? O que mais detesta? E assim por diante.

Desta forma ficou fácil criar e montar a Gaiola. Surge então a igreja! Aqui Deus nos vê! E detalhe: vê o nosso melhor! Aqui nós O adoramos! Cantamos os melhores hinos, as mais belas canções e com as melhores vozes em evidência. Somos corretos e a nossa moral e ética é exemplo na sociedade imoral que cerca a nossa Gaiola.

Na Gaiola somos Livres!!!

Não parece a igreja em que você vive? Pelo menos parece com a igreja que vejo hoje espalhada pelo Brasil.

Mas Deus não nos chamou para sermos homens e mulheres livres dentro de uma Gaiola, de um cativeiro! Isto seria o mesmo que nos convidar para viver o resto de nossas vidas em um Reality Show do tipo Big Brother.

A igreja não é um lugar onde os corpos vão!

A Igreja é um Corpo que vai a todos os lugares!

Não há liberdade dentro de uma Gaiola! Pode haver espaço, mas não adianta se este espaço é limitado. Devemos procurar a verdadeira liberdade que exalta o amor e a graça.

Deus não procura ‘adoradores em cativeiro’! (Veja Jo 4:24; 2Co 3:17)

Então, será que você já consegue imaginar com Deus está nos vendo agora? Eu imagino mais ou menos assim:
“Deus Pai conversando com Jesus e o Espírito: “Eles são lindos, não são? Ouçam como cantam lindamente! A ‘gaiola’ deles é linda também. Há bastante comida e água. Eles cuidam bem uns dos outros, mas é uma pena estarem presos... é uma pena que ignorem os céus que criamos para eles voarem livremente e todo o alimento que providenciamos para todos eles.”

Oh, como somos tolos! Até quando viveremos limitados pela lei, pelas regras, pela nossa visão e pela nossa ignorância mascarada de sabedoria? E isto sem lembrar do Pecado (com P maiúsculo mesmo!!!). É verdade! Procurei falar até aqui sobre o que fazemos com o intuito de agradar a Deus, mas é aquilo que O desagrada que nos leva a criar a gaiola.

Enquanto não admitimos viver em liberdade iremos arrumar algo para nos prender. Seja a lei, seja o pecado. (Veja Rm 7)

Viver em liberdade é viver a Graça de Deus e isto implica em admitirmos nossos fracassos e passar a viver não em busca de como não errar, mas em caminharmos juntos, como comunidade espiritual rumo à Cidade Celestial.

Segunda-feira, Abril 10, 2006

"Que diferença faz?"

Este texto abaixo foi postado por Allen Porto e no seu blog fiz um comentário, como sei que muitos têm preguiça de ler e também de clicar em um outro link para visitar outra página coloquei aqui mesmo os dois (hahaha!!!).

Espero que você comente algo.

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Que Diferença faz?

Quando a melodia só serve de base para frases desconexas e sem sentido, ou até em clara discordância das Escrituras, que diferença faz se o tom da música é Sol ou Lá?

Quando a projeção servirá apenas como exibidora de inconsistências e material herético, que diferença faz se o data show ou retroprojetor funciona ou não?

Quando tudo o que queremos satisfazer são os nossos sentimentos e emoções, que diferença faz se o pastor é bíblico ou não?

Quando a ordem final vem de nossos próprios relógios biológicos, que diferença faz se o culto está atrasado ou não?

Quando eu vivo como o senhor de minha vida, que diferença faz se eu demonstro ou não reverência no culto?

Quando o que regula a minha vida é o meu próprio orgulho, que diferença faz se estou lendo Romanos ou Efésios?

Quando tudo o que eu quero é ser ressarcido (e em dobro ou até 7 vezes mais), que diferença faz se eu dou R$100,00 ou R$10,00 de dízimo ou oferta?

Quando tudo o que eu quero é reconhecimento, que diferença faz se estou no ministério de louvor ou de evangelismo?

Quando o meu egoísmo não me permite ter comunhão com ninguém, que diferença faz se eu sento ao lado de um visitante ou de alguém do meu pequeno grupo?

Quando tudo isto é realidade em nossas vidas, que diferença faz se estamos numa Igreja ou num bar?

postado por Allen Porto http://allenporto.blogspot.com

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Putz!!!

Essa é uma questão que complica tanto os que estão, os que não estão, os que saíram e nem pensam em voltar e os "como uma onda" que nem eu!A diferença é questão moral.

Lendo o livro "Hipocrisia" de James Spiegel, pude ter a oportunidade de ver que a hipocrisia tem várias faces e que não é tão simples como pensamos (na verdade tudo nós complicamos com nossas idéias e teses).

Allen, sua abordagem aqui é parte do que envergonha os sinceros em suas ações, mas que se escondem atrás da capa religiosa.

As coisas do coração que deveriam ser mais vivas em nossos relacionamentos são esquecidas por conta das aparências.

Simplesmente é complicado! Muito complicado!

Seria mais fácil para me entenderem se eu estivesse longe do convívio que me expõe ao álcool e 'fica-fica' da vida, mas ainda envolvido com isto passo a ser 'alguém', porém com um certo tipo de desconfiança.

Quando estamos dentro da Comunidade Evangélica fica mais fácil, porém o que adianta estar lá dentro com o coração lá fora?

Parecer que estou bem não vai solucionar as questões interiores e emocionais, bem como intelectuais que tenho.

Ontem, li os Salmos 90 e o 6. E neles pude enxergar a brevidade da minha vida e que somos feitos para Ele. Hoje ainda enfrento, e sei que isto será sempre, os meus pecados. A leitura e reflexão não me purificaram. Não aconteceu nada que me tirasse desse estado em que estou.

Sabe o que aconteceu? Vi que preciso dEle mais do que a minha razão teológica diz. Necessito dEle mais do que o sucesso e estabilidade que tenho sonhado conquistar. Que não adianta ter uma linda e maravilhosa mulher e construir uma família excelente esperando que isto sacie minhas emoções porque só Ele pode preencher este vazio.

Estou 'frito' sem Ele, mas devo me achegar com os meus pecados, medos, lamentos e então iniciar a gratidão pela oportunidade de ainda estar vivo e poder louvá-Lo.

Aqui entra o necessário e o que realmente faz diferença: entender que isto sim é real e está acontecendo.

Deus me ajude e ajude você também a fazermos a diferença e a não nos rendermos ao sistema deste mundo em que julgar que estou melhor que você me livra do caos de ser um fracasso.

Graça em nossas idéias e pensamentos... pois temos muita sujeira acumulada nos anos vividos neste mundo cruel!

Sexta-feira, Abril 07, 2006

Fumar é legal!!!

Estava buscando algo na Net sobre a questão do vício que tenho e que ainda está complicado de largar.
Vagando por alguns sites achei esta preciosidade do Sérgio Pavarini (VidaMix) que inclusive espero que você comente aqui!!!
Visite o site da vidamix (http://www2.uol.com.br/bibliaworld/vidamix) é antigão, mas tem muita coisa legal e de crente de verdade - daqueles que andam no Caminho da Graça (e do Fogo também!) Há outras opiniões lá que também irei discutir aqui em breve.
Queria que você também tivesse a oportunidade de refletir sobre isso:

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Fumar é legal

Mesmo com o avanço das cruzadas antita bagistas, fumar é uma atividade legal em certos ambientes. Ainda que sob o amparo da lei, acender um cigarro perto de algumas pessoas produz olhares enviesados e um ar de desdém, que parece irradiar o sentimento comum: “pobre coitado”.
A censura dos cristãos ao cigarro tem dois argumen-tos: a dependência e a agressão ao templo do Espírito Santo, que é o nosso corpo. Perfeito, bíblico e justo. Quem seria o louco capaz de defender uma agressão tão grande à saúde? Nem por brincadeira dá para tentar atenuar um vício que degrada violentamente o corpo e manda todos os anos milhares de brasileiros para o sobrenome do governador Mário.
Antigamente havia uma boutade de péssimo gosto que dizia: “meu coração é de Jesus e meu pulmão da Souza Cruz”. Não vale nem como piada. O fato é que ambos os motivos invocados pelos cristãos proporcionam uma reflexão salutar. Será que todos os tipos de dependência e de agressões têm sido igualmente condenados?

Miniósculo, miniósculo, tchau, tchau

Com um ar de solenidade quase fúnebre, o dirigente fala à congregação:— Irmãos, este é um momento difícil mas devemos permanecer fiéis. Quero comunicar que o irmão Adolfo está temporariamente suspenso do nosso rol de membros. Na semana passada constatou-se que a obesidade dele passou para o grau “mórbido”. Os irmãos hão de concordar que é muita agressão para o templo do Espírito, portanto ele está proibido de participar das reuniões durante um ano.
Uma dieta saudável é um princípio para se obter saúde e longevidade. Baseado nestas premissas, facções cristãs mais radicais poderiam fazer passeatas contra o McDonald’s, que quase chega a ser um templo no qual o deus colesterol assume diversas feições. O pior é que todas elas são igualmente atrativas. Ofereça às crianças o direito de optar por um prato de rúcula ou um BigMac com fritas. É verdade, a inclinação para o pecado está presente desde a mais tenra idade. — Continuando o relatório das decisões de nossa junta administrativa (junta ou espalha?), informo que a irmã Odete está suspensa por apresentar vida sedentária. O médico constatou que o colesterol dela está muito alto. Como nunca cuidou do corpo, está suspensa por seis meses.
O sedentarismo tem desfalcado ministérios numericamente grandes e promovido muitos servos fiéis para as mansões celestes antes da hora. Como tantas outras doutrinas “forçadas”, aquele texto no qual Paulo afirma que “o exercício físico é pouco proveitoso” (1Tm 4:8) torna-se a espinha dorsal da teoria que condena a prática de esportes. Se fosse confeccionado um folheto intitulado “Os 32 venenos da vida sedentária”, provavelmente ficaria encalhado. — Para terminar, a irmã Justina está suspensa por três meses, por exercício ilegal de medicina e falta de responsabilidade. Todas as vezes que os netos parecem não estar bem, ela escolhe os remédios que eles irão tomar. As crianças nunca foram ao médico e uma delas já apresenta sinais claros de anemia.
Os cristãos condenam o cigarro, mas esquecem-se de tomar outros cuidados sérios com a saúde. O que causa prejuízo maior ao corpo: 16 horas diárias de traba-lho, 7 dias por semana ou fumar alguns cigarros diariamente? Para quem possui colesterol alto, quatrocentos gramas de picanha com muita gordura (hummmm!) podem ser mais prejudiciais do que a dupla tradicional cigarro-café, após as refeições. Soa terrivelmente incômodo, mas é difícil estabelecer precisamente os graus de agressão.


Não, não e não

Durante muito tempo, os cristãos eram reconhecidos pela quantidade de “nãos”: não fumam, não bebem, não jogam etc. Isso nunca deixou de ser uma nova formatação do farisaísmo arcaico, do tipo que coava mosquitos e engolia camelos. Há aproximadamente dois mil anos o Senhor Jesus veio para trocar a ditadura da aparência pela liberdade da essência. E hoje, muito tempo depois, alguns ainda insistem em se fiar em teorias inconsistentes.

A questão não se resume aos papéis enrolados com tabaco. Se na época de Jesus existissem instituições eclesiás-ticas semelhantes às de hoje, preocupadas com questões de somenos, provavelmente o Mestre teria sido excluído antes de realizar seu segundo milagre. Motivo: transformou água em vinho. E dos bons!

Participei de Ceias do Senhor em diferentes versões. Perdi a conta de quantos tipos de pães já comi em eucaristias: grandes, do tipo caseiro, partidos com as mãos, asmos, e o popular pão de forma, em pedacinhos pequenos. Tomei muito suco de uva e também vinho (tinto e rosé) em cálices pequenos e grandes. Hoje eles são descartáveis.

Já vi elementos diferentes na mesa da comunhão: grandes cachos de uvas avidamente disputados no final dos cultos, trigo, frutas diversas representando a fecundidade da terra e outras coisas um pouco estranhas. Mesmo que se importe pão e vinho da região onde foi celebrada a última ceia, nada disso faria sentido se o Pão da Vida não estivesse entronizado em nosso íntimo. Essência, não aparência, de novo.

Querem estender a ditadura do “não”?

Vou sugerir algumas atitudes passivas de suspensão: não ler a Palavra, não dedicar-se à oração, não amar o próximo (vale inclusive para pastores e líderes), acrescentar fardos que carecem de base bíblica, ser despótico na condução da igreja e/ou denominação etc.

Sim, sim e sim

Estamos caminhando céleres para a transição do milênio. É hora de retornar aos fundamentos estabelecidos por Jesus. A obediência a esses princípios trará uma incrível e renovada disposição ao corpo de Cristo. Este, na versão brasileira, tem apresentado uma inclinação ao sedenta-rismo (anda bem quando em direção a congressos e caminha pouco quando o assunto é missões) e propensão a vários vícios (há muitas práticas não-bíblicas sacramentadas pelo tempo e conveniência).

A igreja brasileira, extasiada com o processo de crescimento, acabou se nutrindo de alimentos nada protéicos, com elevada concentração de calorias (pura emoção). É hora de exercitar os músculos da piedade (agora, sim!) e perder as gordurinhas indesejáveis, separando o joio do trigo verdadeiro. Uma lipoaspiração no fundamentalismo brasilis devolveria os belos contornos que as doutrinas do Senhor propiciaram ao seu Corpo.

É hora de nos tornarmos o povo do “sim”.

Sim para a sabedoria, para a justiça social, para o processo vital de salgar este mundo insosso. Chegou o momento de restabelecer o que está preconizado na Palavra. Não podemos continuar a ser apenas uma calda de preceitos morais temperados com pitadas religiosas. Parece saborosa, mas causa danos permanentes à saúde do corpo. E do Corpo!
Sejamos nós reconduzidos à posição de cabeça, porque de “calda” o mundo já está cheio.


Por Sérgio Pavarini